Francisco Dutra
São Luís/MA, 23/02/2014
Eu te envio palavras devolutas
Minhas letras vazias e insipientes
Num insosso vaso de requintes
Regado a roxas flores mortas.
Eu te remeto o volátil sentimento
Num envelope cinzelado e cuspido
Amarrado ao obtuso espanto dourado
A que penduro meu partido encanto.
Agarre-os, são teus.
Receba com tuas mãos galantes
As cinzas vivas dos mortos instantes.
Simplesmente, veja o tudo e o nada
Numa carruagem discreta e constante
Que caminha rumo ao ruído monte.
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